Thursday, March 27, 2014

A Felicidade é...


Na verdade, na verdade, felicidade é um sentimento que a grande maioria das pessoas só consegue enxergar quando ela já passou, quem nunca proferiu a frase: eu era feliz e não sabia? Muitas vezes ela só é perceptível quando paramos de pensar em nós mesmos e olhamos um pouco para o outro. Aí pensamos: "eu estou bem melhor que fulano e não estava satisfeito". Sim, meus queridos e queridas, felicidade tem a ver com satisfação, com estar bem.

Os seres humanos, com mentes e corações mais evoluídos conseguem ser plenamente felizes com um nível de satisfação e bem estar menos exigentes do que eu por exemplo. Ou seja, felicidade é algo pessoal... Cada um tem a sua, cada um tem os seus níveis de satisfação.

Ás vezes a vida nos ensina, de uma maneira pouco agradável, que seria uma boa a gente passar a valorizar mais as coisas simples, aprender a ser feliz com o que temos e da maneira que somos. Mas esta é uma lição que a gente nem sempre aprende ou que demoramos a aprender. Alguns, infelizmente, só aprendem no "momento que a tampa fecha... E a terra cai por cima"! Senhoras e senhores, estamos falando do fim.

Muita gente vem ao mundo, vive e morre sem saber que o mais importante é ser feliz com aquilo que a vida nos dá. É claro que sempre podemos lutar por mais, sempre podemos e devemos querer mais. Mas é preciso antes de mais nada valorizar aquilo que temos. É claro que podemos e devemos mudar, buscar ser uma pessoa melhor, mas antes disso temos que nos aceitar como somos, com nossos defeitos e virtudes. Aí sim será possível tentar corrigir o que não está legal.
 
É muito fácil olhar para o meu emprego e constatar que ele não me dá condições de viver como eu gostaria e por esta razão chegar à conclusão de que não sou feliz. Mas vamos analisar esta questão de outro ponto de vista: na verdade mesmo, tenho que admitir que é com este emprego, é com este salário, que tenho conseguido sobreviver razoavelmente bem, e tenho conseguido manter uma moradia que não é um espetáculo, mas é muito boa. E tenho conseguido colocar comida em casa. Tipo assim, a gente não passa fome! Pelo contrario: estamos até bem nutridos! Graças a Deus.

Nem tudo são flores, mas se estamos bem, com saúde, temos o que comer, onde morar, uma cama para deitar a cabecinha todas as noites, e vivemos com pessoas que amamos e estas pessoas também estão bem e nos amam... Isso é felicidade sim.

Mas ás vezes a gente acha que isso não é o suficiente ou não existe. Deixamos pequenas bobagens do dia a dia invadir nossas almas e perverter o real valor das coisas. Passamos a pensar mais no quê poderia ser, nas infinitas possibilidades que poderiam ser melhores e fechamos os nossos olhos para aquilo que é real e está conosco, muitas vezes nos dando suporte. Esquecemos dos nossos objetivos e não fazemos nada para alcançá-los. A felicidade passa a ser uma projeção inatingível.

Mas vamos falar de amor e felicidade: eu entendo que um relacionamento amoroso até faz parte, mas (me desculpem os que se perdem nesta vã ilusão) não é isso que traz a felicidade para ninguém. Nós não podemos nunca, de maneira alguma, delegar para outra pessoa a responsabilidade de nos fazer feliz... Esta função cabe a você mesmo coleguinha! É você quem tem que olhar o mundo com outros olhos e descobrir a sua felicidade. Ter um cobertor de orelha até ajuda em algumas coisas, mas quando não estamos satisfeitos, quando não estamos bem... Acaba é atrapalhando tudo.

Eu tenho a sorte de ter uma mulher maravilhosa ao meu lado. Mas ao contrario do que muitos casais fazem por aí, propagando o que rola de bom e colocando a sujeira para debaixo do tapete, falo com sinceridade. Nada é fácil, nós discutimos, nem sempre concordamos com tudo, temos problemas como todos os casais têm, mas estamos juntos por que além do amor que temos um pelo outro, aprendemos a enfrentar e resolver os problemas que vão aparecendo. Enfim, é um aprendizado que exige muito esforço, muita paciência, muita renuncia e muito amor. Definitivamente não é fácil nem muito simples. 

Então vamos parar de chorar pelo que não temos, não teremos e nunca tivemos! Vamos nos levantar e viver a nossa vida a cada dia com fé e perseverança. Vamos valorizar quem está efetivamente ao nosso lado. A felicidade é passageira, mas você é o motorista que a conduz.

Monday, February 17, 2014

Depois do Começo (o que vier vai começar a ser o fim)

Hoje me deu uma vontade imensa de escutar o álbum "Que País é Este" do Legião Urbana... Na verdade eu queria mesmo era ouvir "Tédio com um T (Bem Grande pra Você)" e outras músicas tipo "Química" e "Conexão Amazônica", mas acabei achando outra música que amo de paixão e que nem me lembrava da existência. Simplesmente havia me esquecido dela por completo.

Aí, quando ela começou a tocar (inesperadamente) minha memória começou a funcionar repentinamente, o que é um fato raro, e meio que comecei a sussurrar a letra... E bingo! Me lembrei que já conhecia a música e que era uma das minha prediletas num álbum que tinha grandes sucessos tipo Faroeste Caboclo, Eu Sei, Que País é Este? (é a porra do Brasil), Angra dos Reis e Mais do Mesmo. O nome dela: Depois do Começo.

Então, segue a letra e no mais "vamos beber livros e mastigar tapete" que isso é bom demais!

Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto
Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes
Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim [3x]
E depois do começo
O que vier vai começar a ser

Tuesday, December 31, 2013

Usina de Reciclagem

Virada de ano todo mundo que festejar e virar uma página. E a correria dos dias de hoje, que é uma cultura altamente consumível e superficial, nos empurra a ideia de que tudo que passou deve ser morto e enterrado no ano findo, e vida nova se fará a partir de primeiro de janeiro. Mas eu acho que neste momento não devemos só pensar no futuro, é hora de olhar um pouco para trás, ver com atenção o que passou e seguir em frente com erros e acertos, novas experiências e aprendizados, pois o futuro não existe sem o passado.

Cada um de nós viveu 2013 com seus limites, suas frustrações, passamos todos por momentos difíceis e alegrias e isso, de uma maneira ou de outra, marca. A vida é uma sequência e as coisas que vivemos ficam conosco para sempre e não adianta lutar contra isso. Seja bom ou seja ruim, aconteceu, vai contigo até o final. Mas isso não significa que devemos ser pautados pelos acontecimentos indesejáveis, nos tornando amargos e rancorosos, pois estas experiencias ficam com a gente mas com uma vantagem: elas podem ser transformadas

Pois nós somos assim, vamos vivendo e aprendendo (embora admito que muitos seres humanos acabam não aprendendo nunca determinados ensinamentos), vamos aprendendo e transformando: o ódio pode se transformar em amor, a dor pode ser transformada em alegria, uma grande perda pode ser transformada em uma grande conquista... É neste processo de transformação que também nos transformamos, que mudamos, que nos tornamos pessoas melhores e é nisso que devemos trabalhar! Nós vivemos para ser pessoas melhores!

Partindo deste raciocínio é muito pouco desejar apenas um feliz ano novo... Então eu desejo que as coisas vividas em 2013, e nos anos anteriores também (Why not?), venham a florescer em 2014!! Que tudo que passou seja transformado em muita felicidade... Que você aproveite muito o ano que vem por aí com as pessoas que ama e que te amam!

E que você seja uma pessoa melhor!! 

Em 2014 vamos nos reinventar, vamos nos reciclar!

Friday, October 04, 2013

Mais do Mesmo

Já tem uma ou duas semanas que essa música simplesmente apareceu na minha cabeça, assim do nada. Quando isso acontece, e é uma música que amo de paixão e que não escuto há muito tempo, fico cantarolando repetidamente a letra e aos poucos vou me lembrando dela toda.

Bem, senhoras e senhores leitores deste blog abandonado, aí está: de Legião Urbana, Mais do Mesmo.

"Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas eu já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo como vou crescer, se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
Quando tem chacina de adolescente
Como é que você se sente?

Em vez de luz, tem tiroteio no fim do túnel
Ô, ô é sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?
Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme... Queimaram o filme

Enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando
Sucessos populares
Sucessos populares
Todos os índios foram mortos"

Hoje, peço ênfase na frase:
Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim.

Inclusive achei um vídeo do Legião Urbana no Programa Livre do SBT nos idos de 1994. É bem legal e dá uma saudade tão graaaaaaaande!!

Sunday, May 26, 2013

NBB: Fla vs São José - jogo 5


O Flamengo venceu o quinto e derradeiro jogo da semifinal contra o São José, no sábado, e agora vai encara o Uberlândia na final do NBB.
Pra mim, este duelo foi praticamente uma final antecipada e merecida do campeonato. Merecida porque foram cinco jogos sensacionais onde teve de tudo, até uma boa dose de confusão, um recurso que não me agrada, mas sejamos sinceros o brasileiro adora.
Tecnicamente falando, analisando as duas campanhas, o time do Fla mostrou ao longo do campeonato estar um pouco acima do adversário, mas na hora do duelo em si todo o histórico ficou pra trás e o equilíbrio falou mais alto. Até mesmo porque o São José tinha e tem muita bala na agulha. Basta citar que este mesmo time derrubou, com propriedade, o bicho papão Brasília em pleno Nilson Nelson.
No fim das contas o Flamengo se aproveitou da única vantagem que tinha: jogar em casa o último jogo da série de 5 para fechar a parada sem deixar margem para dúvidas e discussões. Não vale dizer que era uma injustiça, porque no ano passado o São José teve e se utilizou da mesma vantagem para chegar a final do NBB. Não vale também dizer que a arbitragem influenciou o resultado, pois, depois de cinco temporadas acompanhando alguns jogos do NBB, nos resta a conclusão de que a arbitragem é sempre caseira, principalmente nos momentos decisivos. Ou seja, quem joga em casa é sempre beneficiado (sem discriminações) e se o visitante não tem sangue frio, perde a cabeça e o jogo.
Tudo isso pra chegar a uma final ridícula em um único jogo. Que coisa mais sem graça! Por essas e outras que a NBA é o que é... Mas não vou aqui perder minhas valorosas palavras com este assunto. Quero apenas parabenizar o time do São José pelos excelentes jogos e citar nominalmente Fúlvio, Murilo e o Laws que jogam muito... Como é difícil ganhar de vocês!! E dizer também para o Jefferson que estamos morrendo de saudades: saudações rubro-negras!!

Monday, May 20, 2013

Meias verdades ou Verdades incompletas

Estava aqui pensando com meus botões e cheguei à conclusão de que eu realmente odeio quando não me falam a verdade. Eu compreendo e estou preparado para compreender muitas coisas (outras nem tanto). Eu sempre espero falhas, erros, deslizes e até mesmo uma quebra de confiança, tenho a firme convicção de que ninguém é perfeito e de que as pessoas têm suas limitações. Nós seres humanos somos assim.

E agimos muitas vezes de acordo com nossas virtudes e outras tantas de acordo com nossas limitações. Nós somos assim, acertamos e erramos várias vezes em um dia. Tomamos decisões, que uma hora ou outras afetam outras pessoas que convivem ou querem conviver conosco. É este fato (a maldita convivência) que gera a necessidade de uma explicação, uma exposição de motivos, uma justificativa plausível e sincera... Aí a pessoa vai e não fala a verdade nua e crua.

Não vou falar aqui em mentiras, pois na maioria das vezes o que se faz é omitir as verdadeiras razões para determinado comportamento e expor verdades secundárias... Vou dizer que isto me basta e que acredito. Pois repito, cada um tem suas limitações e se a pessoa não quer falar a real, é um direito que ela tem, mas que eu fico chateado com isso eu fico. É um direito meu.

Alfredo, o Barbeiro.


Fui levar JM pra cortar o cabelo e enquanto ele estava lá dando aquele trabalho pro barbeiro (o burocrático Figueiredo, diria ZéNeto) e tendo seu cabelo cortado do jeito que ele gosta, me lembrei dos meus tempos de criança. Sim! Senhoras e Senhores, um dia eu também fui criança.

Definitivamente não era a mesma coisa. A única coincidência é que eu também ia com meu pai, porém sem reclamar uma virgula sequer, sem a opção de escolha do meu corte de cabelo e sem dar trabalho algum na hora em que o Seu Alfredo, esse era o nome do nosso simpático barbeiro, começava a trabalhar... Na verdade eu entrava mudo e saia calado da casa dele. Sim, não era um comércio, o Seu Alfredo trabalhava em sua própria casa.

No dia de cortar o cabelo eu e meu pai saíamos cedo de casa e, andando, cruzávamos sobradinho até a quadra 2, onde morava Seu Alfredo. Apesar de nunca escolher como meu cabelo seria cortado e de todos os sentimentos reprimidos que a atividade (na verdade a minha existência) envolvia eu até que gostava. O velhinho era muito simpático e atencioso e eu adorava ouvir as conversas dele com meu pai. Talvez porque o velho não era muito de conversar em casa, passava sempre uma ideia de ser mal humorado, uma figura opressora .
Hoje entendo que a pessoa com cinco filhos pra criar e pouca renda tende a alardear, naturalmente, uma imagem carrancuda, só que naquele tempo não dava pra entender isso. Mas lá nas conversas com o Seu Alfredo era outra coisa. Eram momentos mais alegres, um homem bem humorado. E eu gostava disso.

Mas tinha um bônus: no caminho da volta tinha sempre a chance de rolar um lanche. Não era sempre, mas um gordinho nato sempre fica na expectativa. Chegando em casa, a vida voltava ao normal e o bom humor de papai se dissipava instantaneamente, até o dia em que os cabelos ficassem grandes novamente e chegasse a hora de ir na casa do Seu Alfredo. Que deve ter falecido, pois meu pai nunca mais voltou lá... Obviamente não fui informado, as visitas simplesmente cessaram.

Depois cresci e passei a escolher o barbeiro e o corte do meu cabelo, mas acho que se tivesse que ir novamente ao Seu Alfredo iria sem problemas.  Apenas uma exigência: nada daquele corte tipo recruta! Isso não! 

Thursday, January 10, 2013

Oi Sandy!!!


Sabe quando você diz, jura de pés juntos, que não vai fazer determinada coisa, que não vai mais cair naquela tentação, que não vai errar de novo? E, quando chega a hora da verdade suprema você simplesmente sucumbe? Simplesmente esquece todas as promessas feitas solenemente e erra, fazendo tudo que não queria e jurou não fazer.
Pois é, pensando nisso me lembrei, um dia desses, de um episódio, não sei se você, caro leitor, já viu, do Bob Esponja. Que é um desenho com ideias simples, e muita gente nem gosta tanto assim, mas e eu adoro.
Para vocês entenderem: é o dia do amigo e o melhor amigo do Bob Esponja é o Patrick, e os dois vão comemorar a data em um parque de diversões. Bob Esponja promete quer vai fazer uma surpresa dando o maior presente de todos os tempos para seu melhor amigo e isso gera em Patrick uma expectativa enorme: a toda hora ele pergunta pelo tal presente e o outro só fala que está pra chegar e que vai ser o máximo!!
Só que tem um problema, a pessoa (que na verdade é um esquilo) responsável pelo transporte do presente surpresa até o parque é a Sandy Bochecha. Mas as coisa não saem como o planejado e ela acaba tendo muitos problemas pra chegar na hora combinada. O atraso era enorme e enquanto Sandy lutava arduamente, Bob dava presentes maravilhosos para pessoas que ele nem conhecia, e ao ver estas cenas, Patrick deduzia que o seu tinha que ser o supra-sumo dos presentes, e isso deixava ele doido, querendo saber qual seria a grande surpresa.
Lá pras tantas, Sandy não chegava nunca, e Bob Esponja já não tinha mais o que fazer para ganhar tempo, o amigo já estava insano, pressionando-o de todas as maneiras pra saber o que iria ganhar dele e tinha que ser logo... Chegou uma hora que não teve mais jeito de continuar com aquela enrolação e ele partiu pro plano 'B': deu um bom aperto de mão em Patrick e disse que aquele era o grande presente surpresa. Rolou uma cara de mega-decepção mas a principio ele aceitou, ficou um tempão olhando pra mão e tentando avaliar se esse era realmente um grande presente.
Estava quase se conformando quando passa um peixe desconhecido pelos dois e o Bob Esponja, do nada, entrega um presente bem legal pro cara. Era a gota d'água: Patrick se revoltou e furioso partiu pra cima do amigo totalmente descontrolado, destruiu todos os brinquedos do parque de diversões e depois disso cercou num canto todos que lá estavam. Berrava que queria o presente, que aperto de mão não era presente. E ninguém conseguia acalmá-lo.
Nesse momento surge ao longe Sandy com o mega-master-plus-presente, mas Patrick estava de costas pra ela, mais precisamente ameaçando de morte Bob Espoja, que ao ver a grande surpresa chegando alertou: "olhe pra trás e você vai ver o seu presente!". Patrick deu com os ombros: "você quer me enganar e fugir enquanto eu olho pra trás? Pensa que eu vou cair nessa?". Logo, todos os reféns passaram a insistir para que ele olhasse para trás pra ver o presente. Ao que ele respondeu solenemente: "Não existe nada nem ninguém nesse mundo que me faça olhar pra trás!!!!".
Aí a Sandy, que já estava bem próxima deles, que nem sabia da confusão, chega e fala "Oi Patrick!". E, para surpresa geral, ele se vira pra ela, olhando para trás, e responde todo alegre: "Oi Sandy!!", como se não tivesse irado, como se não tivesse feito a promessa de não olhar pra trás. E acaba vendo o presente. Mas e a promessa???
Bem, só para contextualizar: um dia desses eu fui a uma pizzaria, meio a contra gosto, e na entrada jurei solenemente, para mim mesmo, que não iria de jeito nenhum comer pizza! Só ia acompanhar as pessoas que estavam comigo. Aí, rolaram os pedidos, e eu logicamente nem dei palpite, pois não iria comer nada, e depois de esperar alguns minutos me aparece o garçom com  a encomenda nas mãos me fazendo a seguinte pergunta: "Calabresa ou Portuguesa?". Queridos leitores, eu fiz igual ao Patrick, me esqueci de todas as promessas solenes e respondi: "Calabresa!".
É decepcionante, ultrajante, humilhante, mas pelo menos a pizza estava gostosa! E a gente aprende com os erros né... Na próxima vez eu juro que vou conseguir falar não! Mas até lá procuro evitar estes ambientes.